sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sala de aula democrática

Não seria justo que, na sala de aula,  todos tivessem as mesmas oportunidades de aprendizado? Pois é! Infelizmente, muitas vezes não é isso que acontece.
Lendo o livro "Aprendizagem significativa", do Julio Cesar Furtado dos Santos (Editora Mediação, 2013) redescobri algo que aprendi na graduação, mas que foi sendo esquecido com o tempo na agitação do cotidiano: nem todo mundo aprende do mesmo modo!
Existem três modalidades básicas de aprendizagem diferentes: visual (aprendizagem por meio da visão), auditiva (aprendizagem pela audição) e cinestésica (aprender interagindo/fazendo/sentindo).
Todas as pessoas possuem as três modalidades, mas a maioria tem uma predominante. Algumas pessoas possuem um equilíbrio entre duas e até mesmo entre as três.
O autor destaca que "um ensino efetivo requer uma variedade de métodos e estratégias que abranjam as três modalidades de aprendizagem". Ele ainda dá sugestões de estratégias de acordo com cada modalidade.

  • VISUAL: Sequência lógica de imagens, demonstrações, cópia de notas, destaque em texto com canetas "luminosas", fichas de anotações, código de cores, diagramas, fotografias, gráficos e mapas, vídeos e filmes, mapas mentais, abreviaturas.
  • AUDITIVA: Leitura em voz alta, instruções orais, palestras, repetir ideias oralmente, uso de sons e ritmos, poemas, rimas e associação de palavras, grupos de discussões, músicas.
  • CINESTÉSICA: Experiências, dramatização, jogos, resolução de problemas, excursões, anotações próprias, fazer representações pessoais, representação corporal, associação de conceitos e emoções.
Ao ler este capítulo do livro, percebi que nas minhas aulas tenho priorizado demais as modalidades visual e auditiva e deixado de lado a cinestésica. Acredito que isso ajude a explicar o porquê de alguns alunos não se interessarem pela aula. Esses alunos, que muitas vezes classificamos como "agitados demais", "bagunceiros" ou "indisciplinados" talvez não vejam sentido no que está sendo ensinado exatamente por terem dificuldade em aprender, afinal a sua modalidade de aprendizagem predominante quase nunca é utilizada na sala de aula.
Vale a pena rever o planejamento e democratizá-lo, diversificando os métodos e estratégias de ensino a fim de contemplar a todos.

As  imagens abaixo mostram duas sugestões de atividades que exploram a modalidade cinestésica. A primeira mostra um jogo que desenvolve o raciocínio lógico e as outras duas sugerem dramatização dos conteúdos pelos próprios alunos.





E você, tem alguma experiência nesse sentido pra compartilhar? Já fez ou faz algo que tem dado certo? Poste nos comentários!

Abraços!


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